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Vendas do varejo baiano fecham primeiro semestre com leve expansão de 0,6%

Na comparação com junho de 2024, houve leve alta de 1,1%.

Por Thaciane Mendes
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
Foto: Ascom/SEI
Foto: Foto: Ascom/SEI

As vendas do comércio varejista na Bahia caíram 0,7% em junho de 2025, em relação a maio, mesmo com o Dia dos Namorados e os festejos juninos. Na comparação com junho de 2024, houve leve alta de 1,1%. No Brasil, o varejo teve estabilidade no mês (0,3%).

No acumulado do primeiro semestre, a Bahia registrou crescimento de 0,6%, enquanto o país avançou 1,8%. No segundo trimestre, as vendas baianas subiram 3,4% frente ao trimestre anterior e 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Segundo a SEI, a queda mensal está ligada ao alto endividamento das famílias, à inadimplência e aos juros elevados, que reduzem o poder de compra. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), 68,2% das famílias baianas estavam endividadas em junho, contra 67,1% no mês anterior. “O endividamento ainda é bastante elevado, o que limita o avanço das vendas. A taxa de juros alta agrava o cenário”, afirma a economista da SEI, Elissandra Britto.

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medido pela Fecomércio, ficou estável em junho (107,4 pontos), mas caiu 1,8% em relação a junho de 2024 (109,4 pontos).

O crescimento anual das vendas foi puxado principalmente pelos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,6%), beneficiados pela desaceleração dos preços dos alimentos, e pelo setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,0%), impulsionado pela essencialidade desses produtos.

No comércio varejista ampliado — que inclui, além do varejo restrito, veículos, motos, materiais de construção e atacado de alimentos e bebidas — as vendas na Bahia caíram 2,4% em relação a maio e 4,4% na comparação com junho de 2024. No acumulado do ano, o setor registra retração de 2,4%.

A queda no varejo ampliado foi influenciada por todos os segmentos adicionais: atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo (-20,2%), materiais de construção (-13,3%) e veículos, motos, peças e acessórios (-8,0%).

*Com informaçõs Gov.ba

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