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Alckimin tem reunião por videoconferência com secretário do Comércio dos EUA

Para Alckmin, em relação a tarifação, a melhor estratégia diante do impasse é o diálogo

Por Rafa
quinta-feira, 06 de março de 2025
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), terá um encontro com secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, nesta quinta-feira (7).

A reunião será via videoconferência às 17h30, e vai tratar do aumento das tensões comerciais após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar e ameaçar tarifas sobre produtos importados.

Para Alckmin, a melhor estratégia diante do impasse é o diálogo. Ele também defende a possibilidade de um acordo para a definição de cotas de exportação, como foi feito em 2018, evitando a imposição de sobretaxas.

Apesar de o Brasil ainda não tenha sido diretamente afetado, setores estratégicos da economia podem sofrer impactos com as medidas tarifárias do líder estadunidense. O alumínio e a madeira, além de possíveis cobranças sobre produtos agrícolas e etanol, podem sofrer supertaxações.

Donald Trump tem citado o Brasil como país que ele considera taxar demais os EUA. No Brasil, os EUA são o principal destino das exportações do setor, recebendo 42,4% do total. Ele já anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos florestais importados, o que pode dificultar a competitividade dos produtos nacionais.

O etanol é outro ponto de atenção. No Brasil, aplica uma tarifa de 18% sobre o produto americano, enquanto os EUA cobram apenas 2,5% do etanol brasileiro. A política de “tarifas recíprocas” defendida por Trump pode levar a um aumento dessa taxação.

O aço e alumínio, que estão entre os principais produtos exportados pelo Brasil para os EUA, também podem ser afetados. No entanto, o governo brasileiro não anunciou nenhuma medida em resposta à taxação, como o aumento das tarifas sobre produtos americanos.

*Com informações Bahia.ba

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