Após conclusão do inquérito da Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República terá 15 dias para decidir se denuncia o senador, solicita novas diligências ou arquiva o caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente, no prazo de 15 dias, seu posicionamento sobre o inquérito da Polícia Federal (PF) que apura a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A investigação foi encerrada pela Polícia Federal com o entendimento de que o parlamentar teria cometido o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso está relacionado a uma publicação feita por Flávio nas redes sociais envolvendo declarações sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
De acordo com a PF, o senador atribuiu falsamente a Lula a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações terroristas ao afirmar que o presidente brasileiro "será delatado".
Ao longo da apuração, a defesa de Flávio Bolsonaro pediu que novas diligências fossem realizadas, incluindo o depoimento do presidente Lula. No entanto, os requerimentos foram rejeitados pelo ministro Alexandre de Moraes.
Em manifestação oficial, os advogados do senador sustentam que a investigação foi conduzida sem a realização de medidas que consideram essenciais, como oitivas de testemunhas, perícias e produção de provas documentais, o que, segundo a defesa, comprometeria o esclarecimento completo dos fatos.
Com o inquérito concluído, a responsabilidade passa agora para a Procuradoria-Geral da República, que analisará os elementos reunidos pela Polícia Federal. Entre as possibilidades estão o oferecimento de denúncia ao STF, a solicitação de novas diligências investigativas ou o pedido de arquivamento do procedimento.
*Com informações Metro 1