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Câmara discute segurança nas escolas com detectores de metais e treinamentos de emergência

O presidente da Associação de Bombeiros Profissionais Civis de Feira de Santana, Jeferson Lobo, destacou que a segurança nas escolas deve ir além de barreiras físicas.

Por Rafa
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Foto: Isabel Bomfim
Foto: Foto: Isabel Bomfim

A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou na última terça-feira (9) a implantação de detectores de metais nas escolas municipais. O tema, considerado de grande relevância para a segurança da comunidade escolar, gerou discussões e opiniões divergentes, mas obteve aprovação da maioria dos vereadores.

O presidente da Associação de Bombeiros Profissionais Civis de Feira de Santana, Jeferson Lobo, destacou que a segurança nas escolas deve ir além de barreiras físicas.

Foto: Isabel Bomfim

“A segurança não se resume apenas em medidas de controle de acesso, mas também em prevenção, preparo e cuidado dentro da sala de aula”, afirmou. Ele defendeu a ampliação do olhar para a formação de professores e funcionários, com treinamentos que possibilitem salvar vidas em situações de emergência.

Jeferson ressaltou a importância da Lei Lucas (Lei Federal 13.722), que torna obrigatória a capacitação em primeiros socorros para profissionais da educação.

“Temos mais de 2 mil bombeiros civis em Feira de Santana e cerca de 800 a 900 instrutores. Podemos qualificar o corpo docente para reconhecer e agir em casos de parada cardiorrespiratória, por exemplo”, explicou. Segundo ele, a atuação rápida é fundamental: “Com um desfibrilador e o uso correto em até quatro minutos, a probabilidade de reverter uma parada é muito grande. Até nove minutos ainda é possível salvar uma vida sem sequelas, mas após dez minutos podem ocorrer lesões cerebrais”.

O vereador Edvaldo Lima, autor do projeto que propõe a instalação de detectores de metais, reforçou que a iniciativa busca proteger alunos, professores e pais, sem constrangimentos.

Foto: Rafael Marques

“O projeto é dinâmico e tranquilo. Não é para trazer constrangimento a ninguém. Em vários locais públicos, como fóruns, aeroportos e prefeituras, já existe detector de metais. Nossas escolas precisam de segurança semelhante”, argumentou. Ele lembrou que a Bahia ocupa posição de destaque negativo nos índices de violência e que as escolas não estão imunes a esse cenário.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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