24/06/2026
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Comidas nordestinas podem ser aliadas da saúde quando consumidas com equilíbrio, afirma nutróloga

Especialista destaca valor nutricional de alimentos tradicionais da região e alerta para os excessos de gordura, açúcar e sal presentes em algumas receitas típicas

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 24 de junho de 2026 às 06:16
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A culinária nordestina, conhecida pela riqueza de sabores e pela forte ligação com a cultura regional, pode ser uma importante aliada da saúde quando consumida de forma equilibrada. O tema foi abordado pela médica nutróloga Dra. Aline Jardim durante entrevista ao programa Cidade em Pauta, da Nordeste FM, quando destacou os benefícios dos alimentos típicos da região e os cuidados necessários para evitar problemas de saúde relacionados à alimentação.

Segundo a especialista, muitos ingredientes tradicionais da culinária nordestina possuem alto valor nutricional e fazem parte de uma alimentação saudável. Ela ressaltou que alimentos como milho, mandioca, feijão-de-corda, inhame e frutas regionais são fontes importantes de vitaminas, minerais, fibras e energia.

“A culinária nordestina é extremamente rica do ponto de vista nutricional. Temos alimentos naturais e nutritivos que fazem parte da nossa cultura e que podem contribuir muito para uma alimentação equilibrada”, afirmou.

A médica explicou que o problema não está necessariamente nos pratos típicos, mas na forma de preparo e na frequência do consumo. Receitas que levam grandes quantidades de gordura, açúcar ou sal exigem maior atenção, principalmente para pessoas com hipertensão, diabetes ou colesterol elevado.

“O grande desafio está nos excessos. Muitas vezes o alimento em si não é o problema, mas a quantidade consumida e a forma como ele é preparado”, destacou.

Aline-Jardim

Festas juninas exigem atenção

Com a chegada do período junino, marcado pelo consumo de comidas típicas como canjica, pamonha, bolo de milho, amendoim e licor, a nutróloga alertou para a necessidade de moderação.

De acordo com ela, é possível aproveitar as celebrações sem abrir mão dos cuidados com a saúde. A orientação é priorizar porções menores, evitar exageros e manter hábitos saudáveis ao longo do restante do dia.

“Não é preciso deixar de participar das festas ou abrir mão das tradições. O importante é buscar equilíbrio e evitar o consumo excessivo de alimentos muito calóricos em um curto espaço de tempo”, explicou.

Tradição e saúde podem caminhar juntas

Dra. Aline Jardim também reforçou que a valorização da culinária regional não deve ser vista como um obstáculo para uma vida saudável. Pelo contrário, muitos alimentos típicos do Nordeste podem ser incorporados ao dia a dia de forma positiva.

“É perfeitamente possível preservar as tradições e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde. A educação alimentar passa justamente por aprender a fazer escolhas mais conscientes sem perder a identidade cultural”, afirmou.

A especialista concluiu ressaltando a importância do acompanhamento profissional para pessoas que possuem doenças crônicas ou desejam melhorar a alimentação, lembrando que cada organismo possui necessidades específicas.

“Uma alimentação saudável não significa restrição total. O segredo está no equilíbrio, na variedade e no consumo consciente dos alimentos”, concluiu.

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