09/06/2026
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De Olho na Cidade
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3 min de leitura

Como uma máquina de cortar cabelo mudou o destino de um jovem e deu origem a uma marca no mercado de barbearia

A história de superação e inovação por trás da marca Peu Barber Studio

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 06 de maio de 2026 às 20:54
Um homem de pele clara, com barba e cabelos curtos, sorri para a câmera em um estúdio. Ele veste uma camiseta de cor ocre e possui tatuagens visíveis no braço direito.
Foto: De Olho na Cidade

O quadro Hora do Empreendedorismo recebeu o jovem empresário Pedro Carvalho, conhecido como Peu Barber, de 25 anos, que compartilhou sua trajetória inspiradora: de um início simples cortando cabelo de amigos dentro de casa até a construção de uma rede de barbearias com duas unidades em Feira de Santana.

Início na barbearia: incentivo da avó e primeiros passos

Peu contou que tudo começou de forma despretensiosa, ainda na adolescência, dentro de casa, com uma máquina de cortar cabelo deixada pelo tio.

“A barbearia começou com uma brincadeira, cortando o cabelo de uns amigos, minha avó viu e perguntou: você não quer fazer um curso? Ela pagou meu primeiro curso de barbeiro”, relatou.

Aos 16 anos, Peu fez o curso profissionalizante e logo conseguiu o primeiro emprego.

“Saí do curso empregado, numa barbearia lá no SIM. Sou eternamente grato, eles me deram a oportunidade de começar”, disse.

Primeiro negócio aos 17 anos

Pouco tempo depois, o jovem decidiu empreender.

“Com 17 anos eu coloquei esse primeiro quadradinho lá na porta de casa. Começamos cortando cabelo por R$ 10, R$ 15 com barba”, lembrou.

Mesmo sem conhecimento aprofundado de gestão, o crescimento veio de forma orgânica.

“Ainda era muito distante de entender o que seria negócio. Depois comecei a estudar e percebi que dava para ganhar dinheiro e empregar pessoas.”

Expansão e virada de chave para empresário

O que começou como uma cadeira evoluiu para um modelo de empresa estruturada.

“A gente colocou mais uma cadeira, depois cinco cadeiras, reformamos o espaço, até abrir uma segunda unidade na Artemia Pires”, explicou.

Hoje, o negócio conta com duas unidades: uma na Santa Mônica e outra na Artêmia Pires.

O desafio de sair da cadeira para a gestão

A transição de barbeiro para gestor foi um dos maiores desafios.

“O maior desafio foi fazer os clientes acreditarem na minha equipe. Eles tinham vínculo comigo”, afirmou.

A solução foi gradual:

“Fui bloqueando minha agenda aos poucos até parar de atender. Quando vi, meus clientes já estavam espalhados entre a equipe.”

Peu destacou a importância da cultura interna e do clima leve na barbearia, sem perder a organização.

“A gente tem gestão bem organizada, mas também um ambiente leve, familiar, onde o cliente é bem tratado e acolhido.”

Ele também ressaltou o uso da tecnologia.

“Temos aplicativo próprio e atendimento via WhatsApp. O cliente escolhe profissional, horário e unidade.”

Modelo de assinatura inovador

Um dos diferenciais do negócio é o plano por assinatura, inspirado em serviços digitais.

“O cliente paga um valor mensal e faz cabelo e barba ilimitados, igual Netflix”, explicou.

A estratégia aumentou a fidelização.

“Isso me permitiu sair da cadeira e confiar na equipe.”

O modelo também trouxe benefícios para clientes e para o negócio.

“Eu fazia cabelo a cada 15 dias. Agora faço toda semana e ainda economizo.”

O sistema de indicação também fortalece a base de clientes.

“Quem indica ganha 50% de desconto na mensalidade e o indicado também ganha 50% na primeira.”

Peu destacou ainda a dificuldade de mão de obra qualificada e a estratégia para formação interna.

“Às vezes trazemos barbeiros experientes, mas também formamos quem quer aprender do zero dentro da equipe.”

 

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