09/06/2026
--
De Olho na Cidade
InícioHora do Empreendedorismo
4 min de leitura

“Não é vender para estar bem, é estar bem para vender”: saúde emocional influencia em resultados financeiros

Mentora afirma que problemas financeiros vão além da renda e defende educação emocional e financeira para famílias, escolas e empresas

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 20 de maio de 2026 às 07:36
Imagem de “Não é vender para estar bem, é estar bem para vender”: saúde emocional influencia em resultados financeiros
Foto: De Olho na Cidade

A mentora de vida e negócios sistêmicos, Ana Paula Lima, participou do programa Jornal do Meio Dia e falou sobre os desafios da vida financeira dos brasileiros, destacando que o problema do endividamento vai além da falta de dinheiro. Segundo ela, o principal obstáculo está na forma como as pessoas se relacionam emocionalmente com as finanças.

Ana Paula destacou que muitas pessoas conseguem gerar renda, mas enfrentam dificuldades para manter estabilidade financeira porque repetem padrões comportamentais aprendidos desde a infância.

“Primeiro a gente tem que entender que dinheiro não é só matemática. Dinheiro é comportamento. As pessoas acreditam que precisam apenas ganhar mais, mas muitas vezes existe um padrão emocional e comportamental por trás da forma como lidam com o dinheiro”, explicou.

A especialista citou dados preocupantes sobre o cenário econômico do país e ressaltou que o endividamento atinge milhões de brasileiros.

“Fiz uma pesquisa e vi que 80,4% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Além disso, 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Isso é um dado alarmante e precisa ser olhado com mais atenção”, afirmou.

Compras emocionais e autossabotagem financeira

Ao abordar a relação entre emoções e dinheiro, Ana Paula destacou que muitas pessoas se sabotam financeiramente sem perceber, gastando por impulso ou tentando acompanhar padrões de consumo incompatíveis com a renda.

“As pessoas se sabotam, na maioria das vezes, sem perceber. A pessoa até ganha bem, mas sempre encontra uma forma de voltar para o zero. Gastam por ansiedade, fazem compras emocionais e muitas vezes querem mudar o padrão de vida imediatamente”, disse.

Ela acrescentou que o aumento da renda nem sempre resolve o problema financeiro.

“A pessoa ganha um salário mínimo, vive com um salário mínimo. Quando passa a ganhar três mil reais, quer gastar os três mil. Depois ganha cinco e quer gastar cinco. E às vezes gasta até mais do que ganha”, observou.

Relação com dinheiro começa na infância

Segundo Ana Paula, a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro é construída desde cedo, influenciada pelo ambiente familiar e pelas experiências vividas.

Ela compartilhou uma experiência pessoal para exemplificar como determinados comportamentos financeiros podem ter raízes emocionais.

“Quando comecei a trabalhar, fui comprar roupas e levei duas peças iguais, mudando apenas a cor. Depois comecei a perceber que isso tinha relação com a forma como o dinheiro era representado na minha vida. Foi aí que comecei a estudar comportamento financeiro”, contou.

A mentora afirmou que a prosperidade financeira exige transformação interna.

“A verdadeira transformação vem quando a gente consegue construir uma nova mentalidade. Primeiro você muda a sua mente, depois muda a sua conta bancária e, por consequência, o seu extrato”, declarou.

Educação financeira e saúde emocional

Ana Paula defendeu que escolas e famílias trabalhem mais intensamente a educação financeira e a mentalidade em relação ao dinheiro, sobretudo diante do aumento do endividamento e do impacto das apostas online.

“Às vezes a pessoa até sabe que precisa gastar menos do que ganha, mas na prática não consegue. Então é preciso reprogramar padrões, mudar o comportamento em relação ao dinheiro, porque antes de ser uma relação técnica, é emocional”, afirmou.

Ela também defendeu que empresas invistam em inteligência financeira para seus colaboradores, argumentando que isso pode impactar diretamente no desempenho profissional.

“O colaborador que tem uma boa relação com o dinheiro trabalha melhor. Eu sempre digo: não é vender para estar bem, é estar bem para vender. Quando a pessoa está com a mente tranquila, ela produz muito melhor”, pontuou.

Ana Paula ainda destacou que organização financeira não depende exclusivamente de altos salários, citando sua própria trajetória como professora.

“Fui professora por 16 anos, ganhava pouco, mas tinha organização financeira. Consegui comprar minha casa e meu primeiro carro zero. Não é o quanto a gente ganha, é como usamos os recursos que recebemos”, ressaltou.

Imersão sobre desbloqueio financeiro em Feira de Santana

Ana Paula anunciou uma imersão sobre inteligência e mentalidade financeira, que será realizada de forma presencial em Feira de Santana e transmitida simultaneamente para participantes de todo o Brasil.

“Vou ajudar as pessoas a identificar padrões em relação ao dinheiro, reorganizar a vida financeira e construir uma relação mais consciente e saudável com o dinheiro. Não adianta pensar apenas em ganhar mais se você não mudar o padrão comportamental”, concluiu.

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.