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Especialistas explicam diferenças entre tontura, vertigem e labirintite e alertam para procurar ajuda especializada

Reabilitação vestibular é apontada como tratamento eficaz para crises de vertigem e perda de equilíbrio.

Por Rafa
segunda-feira, 08 de dezembro de 2025

O Cidade em Pauta recebeu os fisioterapeutas Vinícius Oliveira, da Reabserv, e André Azevedo, referência em reabilitação neurofuncional e no tratamento das disfunções do sistema vestibular. No encontro, os profissionais esclareceram dúvidas frequentes sobre tonturas, vertigens e a tão conhecida, e muitas vezes mal compreendida, labirintite.

Vinícius destacou a relevância do tema: “O sistema vestibular é pouco divulgado e poucas pessoas conhecem. Ele fica no ouvido interno e é responsável por localizar a posição da cabeça no espaço e manter nossos olhos no horizonte.”

Segundo ele, qualquer alteração nessa estrutura pode desencadear sintomas incapacitantes. “Muita gente sente tonturas por anos sem saber que existe tratamento e que pode ter uma qualidade de vida muito melhor”, afirmou.

André reforçou que a confusão entre os termos é comum e perigosa: “Labirintite é uma inflamação no labirinto, mas é um dos quadros menos frequentes. Já a vertigem é a sensação de que o mundo gira, ou que o corpo está girando. A tontura é mais uma instabilidade, um desequilíbrio.”

Ele alerta que identificar corretamente o quadro é essencial para um tratamento eficaz.

Os especialistas lembraram que o estilo de vida atual, acelerado e muitas vezes desregulado, aumenta significativamente a ocorrência de sintomas vestibulares.

“Qualquer pessoa pode ter uma crise. Uma boa alimentação, hidratação, evitar excesso de cafeína e praticar exercícios ajudam a prevenir”, disse André.

Vinícius explicou que um dos diagnósticos mais frequentes é a Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB), causada pelo deslocamento de pequenos cristais dentro do ouvido interno.

André detalhou o processo: “Esses cristais saem do lugar onde deveriam estar e passam a enviar informações erradas ao cérebro. Isso causa vertigem intensa. Mas existe tratamento rápido: manobras específicas reposicionam esses cristais. Muitas vezes, o paciente melhora já na primeira sessão.”

O fisioterapeuta recomenda atenção redobrada quando a tontura passa a limitar atividades básicas:

“Se a pessoa não consegue trabalhar, sair de casa ou realizar tarefas simples, é um sinal claro de que precisa procurar ajuda. O risco de queda, especialmente em idosos, é muito grande.”

Em alguns casos, sintomas podem ser confundidos com problemas em outras regiões, como articulação temporomandibular (ATM), sinusite ou até bruxismo. Daí a importância de uma avaliação criteriosa.

André chamou atenção para o uso indiscriminado de medicamentos: “Muitas vezes o paciente recebe remédios que apenas deprimem o sistema vestibular. Eles aliviam na hora, mas não tratam a causa. Quando para de usar, a tontura volta.”

O tratamento especializado, segundo ele, resolve o problema de forma definitiva em grande parte dos casos.

Entre as principais recomendações estão:

  • prática regular de atividades físicas
  • reduzir cafeína
  • não evitar movimentos da cabeça
  • alimentação equilibrada
  • procurar ajuda ao primeiro sinal persistente

Os fisioterapeutas reforçaram que a cidade conta com atendimento especializado.

“Na Reabserv fazemos avaliação completa, testes específicos de equilíbrio e do sistema vestibular. Quem precisa, já sai da sessão com a manobra realizada e o início do tratamento”, explicou Vinícius.

André completou: “Quem sente tonturas ao levantar, ao viajar de carro ou ao realizar atividades simples precisa saber que existe tratamento. Estamos aqui para ajudar a devolver autonomia e qualidade de vida.

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