Medida restringe a circulação de embarcações ligadas ao Irã e reacende confrontos militares em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Os Estados Unidos voltaram a impor, nesta terça-feira (14), restrições à navegação de embarcações relacionadas ao Irã no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A decisão representa um novo capítulo na disputa entre Washington e Teerã e reforça a presença militar norte-americana na região.
Segundo autoridades militares dos EUA, navios mercantes de bandeira iraniana, além de embarcações que tenham como origem ou destino portos do Irã, passarão a enfrentar limitações para atravessar o estreito. A operação é executada pela Marinha dos Estados Unidos, que mantém um grande aparato militar na área, incluindo dois porta-aviões e embarcações de guerra.
A estratégia já havia sido aplicada entre os meses de abril e junho, período em que vigorou antes da assinatura de um cessar-fogo. Conforme o Comando Central norte-americano, naquele intervalo 140 navios tiveram suas rotas alteradas e outros nove permaneceram retidos.
Em resposta, o governo iraniano rejeitou a decisão, classificando-a como uma violação do direito internacional. As autoridades de Teerã anunciaram que somente embarcações autorizadas pela Guarda Revolucionária poderão navegar pelo estreito, aumentando ainda mais o impasse.
O cenário também segue marcado por ações militares. Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra posições iranianas nas proximidades de Ormuz, enquanto o Irã intensificou ofensivas contra navios comerciais e alvos ligados a aliados de Washington. O agravamento dos confrontos aumenta a preocupação da comunidade internacional com uma possível ampliação da crise no Oriente Médio.