A especialista em feridas Áquilla Chahinne destaca riscos de complicações, importância do diagnóstico precoce
Feridas crônicas podem evoluir para quadros graves quando não recebem tratamento adequado, alerta a especialista em feridas Áquilla Chahinne. Ela explicou as principais complicações, sinais de infecção e a importância do acompanhamento especializado para evitar agravamentos como infecções generalizadas e resistência bacteriana.
A especialista em feridas Áquilla Chahinne destacou que toda ferida, mesmo as consideradas simples, pode evoluir para complicações caso não seja bem cuidada.
“Toda ferida pode complicar, por mais simples que seja. Um ponto cirúrgico, uma ferida operatória, pode infeccionar e levar a complicações, dependendo dos cuidados e das condições do paciente”, afirmou.
Ela explicou ainda que feridas crônicas são aquelas que não apresentam cicatrização após cerca de 30 dias, indicando uma falha no processo natural de recuperação do organismo.
“Só em ter uma ferida crônica já existe uma complicação fisiológica, porque o corpo não conseguiu responder em tempo hábil para cicatrização”, disse.
Segundo a especialista, além da infecção, outro fator preocupante é o chamado biofilme bacteriano.
“É como uma capa de bactérias que impede a penetração de medicamentos na ferida”, explicou.
Áquilla alertou que a infecção é uma das complicações mais graves e pode evoluir rapidamente, atingindo tecidos profundos e até ossos.
“Ela pode atingir o osso, levar ao internamento e até à amputação, principalmente em pacientes diabéticos”, destacou.
Entre os principais sinais de alerta estão:
“Qualquer um desses sinais é um sinal de alerta. A infecção pode evoluir para uma infecção generalizada e até risco de vida”, reforçou.
No dia a dia de atendimentos, a especialista relatou que muitos pacientes chegam em estágio avançado da doença.
“Atendemos pacientes que deixam para procurar ajuda só no último momento, depois de tentarem vários tratamentos”, afirmou.
Um dos maiores desafios atuais, segundo ela, é o surgimento de bactérias multirresistentes.
“São bactérias difíceis de tratar, muitas vezes causadas pelo uso inadequado de produtos sem prescrição. Isso faz com que elas se tornem mais fortes e resistentes aos antibióticos”, explicou.
A especialista também destacou o impacto direto das feridas crônicas na vida social e emocional dos pacientes.
“Dor, odor e saída de líquido impedem a pessoa de ter vida social e de conviver normalmente no dia a dia”, disse.
Segundo ela, o tratamento precisa ir além de cuidados básicos.
“Não é só lavar com soro ou usar uma pomada. Em muitos casos é necessário curativo avançado e até terapia fotodinâmica com laser”, explicou.
Áquilla reforçou a importância de buscar atendimento especializado o quanto antes.
“Ferida crônica tem tratamento e, na maioria dos casos, não cicatriza por falta de acompanhamento especializado”, afirmou.
Ela também destacou o trabalho da clínica Doutor Curativos, em Feira de Santana.
“Estamos há cinco anos em Feira de Santana oferecendo tratamento especializado. Quem tiver dúvida pode procurar, ligar e buscar orientação”, disse.
Contato: (75) 99855-2999
Atendimento: Edifício Ícone – Avenida Getúlio Vargas, Feira de Santana
“O mais importante é não deixar para depois. Quanto antes tratar, maiores as chances de recuperação”, concluiu.