Inquérito foi concluído pela Polícia Civil e agora o Ministério Público da Bahia decidirá se apresentará denúncia à Justiça; suspeito permanece preso preventivamente.
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o caso de um homem filmado praticando ato obsceno enquanto observava uma moradora na academia de um condomínio, em Feira de Santana. O suspeito foi indiciado pelo crime de importunação sexual, conforme confirmação da corporação nesta segunda-feira (3).
Com a finalização das investigações, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que irá analisar as provas reunidas e decidir se oferece denúncia à Justiça. Até o momento, o órgão não informou se já tomou uma decisão sobre o caso.
O investigado, Pedro Henrique Sales, de 21 anos, está preso preventivamente desde o dia 24 de julho. A prisão foi mantida após audiência de custódia, e o processo segue em segredo de Justiça.
O crime ocorreu em 19 de julho. De acordo com a investigação, o estudante de Educação Física tentou dificultar a produção de provas ao direcionar a câmera de segurança da academia para a parede. No entanto, a vítima registrava seu treino com o celular e conseguiu gravar o momento em que ele praticava o ato.
Após a prisão, os moradores do condomínio realizaram uma assembleia e aprovaram medidas para excluir o investigado do residencial. Também foi autorizada a adoção de providências judiciais para formalizar a decisão, além da abertura de um procedimento administrativo relacionado ao caso.
Antes de ser localizado, o suspeito estava escondido em uma residência em construção no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia Civil, ele tentou fugir ao perceber a chegada dos agentes, correu em direção a uma área de vegetação e chegou a lançar pedaços de entulho contra a equipe durante a abordagem. Em depoimento, preferiu permanecer em silêncio.
As investigações continuam para apurar se familiares contribuíram para esconder o paradeiro do investigado durante o período em que esteve foragido. Caso seja comprovada a participação, eles poderão responder pelo crime de favorecimento. Conforme informou a delegada responsável pelo caso, o irmão gêmeo do suspeito não é alvo dessa apuração, pois colaborou com as investigações e também enfrentou consequências da repercussão do caso, chegando a se afastar do trabalho por causa da exposição.
*Com informações g1 Bahia