26/06/2026
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Jaques Wagner rebate acusações sobre Banco Master e afirma que investigação deturpa sua atuação no Senado

Senador diz que nunca atuou em favor da instituição financeira, cita emenda para limitar juros do crédito consignado e atribui acusações a adversários políticos do governo Lula

Redação: De olho na cidade
sexta-feira, 26 de junho de 2026 às 16:09
Imagem de Jaques Wagner rebate acusações sobre Banco Master e afirma que investigação deturpa sua atuação no Senado

O senador Jaques Wagner contestou as acusações que o vinculam ao Banco Master e afirmou que aguarda apenas o esclarecimento dos fatos. Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o parlamentar criticou a condução da investigação e sustentou que sua atuação no Congresso Nacional tem sido interpretada de forma equivocada.

Durante a entrevista, Wagner declarou que não busca qualquer tipo de privilégio, mas sim a correção das informações que, segundo ele, foram apresentadas de maneira incorreta. O senador afirmou que jamais trabalhou em benefício do Banco Master e ressaltou que suas iniciativas legislativas seguiram direção oposta aos interesses da instituição.

Como exemplo, o parlamentar citou uma emenda apresentada à Medida Provisória 1106/2022, que propunha estabelecer limites para as taxas de juros do crédito consignado com o objetivo de ampliar a proteção aos consumidores. De acordo com Wagner, a proposta contrariava diretamente os interesses do banco.

O senador também negou qualquer participação na chamada "Emenda Master", relacionada à PEC 65/2023. Segundo ele, além de ser contrário ao texto, o relator da proposta, Plínio Valério, declarou em nota que nunca foi procurado por Wagner para tratar do assunto.

Ao comentar a origem das acusações, o parlamentar rejeitou a versão de que o caso teria começado na Bahia e responsabilizou adversários políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela narrativa. Wagner ainda afirmou que a expansão do Banco Master ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, atribuindo papel relevante ao então presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.

Na entrevista, o senador comparou a situação à investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, afirmando que, após a identificação de irregularidades, há uma tentativa de transferir responsabilidades para integrantes do governo.

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