27/06/2026
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De Olho na Cidade
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Lula defende fortalecimento da defesa nacional e faz críticas a Trump durante evento em Santa Catarina

Presidente afirma que cenário internacional é marcado por conflitos e diz que o Brasil precisa estar preparado para proteger sua soberania

Redação: De olho na cidade
sexta-feira, 26 de junho de 2026 às 19:30
Imagem de Lula defende fortalecimento da defesa nacional e faz críticas a Trump durante evento em Santa Catarina
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a demonstrar preocupação com o cenário geopolítico internacional e defendeu o fortalecimento da política de defesa do Brasil. Durante um evento realizado nesta sexta-feira (26), em Santa Catarina, o chefe do Executivo também fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar declarações e disputas envolvendo outros países.

Em seu pronunciamento, Lula afirmou que o mundo atravessa um período de elevada tensão internacional e disse que o governo brasileiro precisa agir de forma preventiva para garantir a segurança e a soberania nacional. Segundo ele, o país não pode ser surpreendido diante de possíveis mudanças no cenário global.

Ao citar exemplos de conflitos e disputas recentes, o presidente mencionou declarações de Trump relacionadas à Groenlândia, ao Canadá e ao Canal do Panamá. "Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho de me cuidar. Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar Estado dele. Quer tomar o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?", afirmou.

Lula também ressaltou que o aumento das tensões internacionais exige planejamento estratégico por parte do governo brasileiro. Para ele, investir na capacidade de defesa do país é uma medida essencial para preservar a autonomia nacional diante de um ambiente global cada vez mais instável.

Durante o discurso, o presidente declarou ainda que o mundo enfrenta um dos períodos com maior número de conflitos desde o fim da Segunda Guerra Mundial e reforçou que o respeito entre as nações também depende da capacidade de cada país proteger seus próprios interesses. "Estamos vendo o mundo vivendo a maior concentração de conflitos da história depois da Segunda Guerra, e temos que lembrar que ninguém respeita quem não se respeita", disse.

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