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Luz Acesa Podcast propõe conversas acolhedoras sobre saúde mental e emoções no dia a dia

Podcast criado por profissionais da comunicação e da psicologia aposta em conversas leves e profundas para desmistificar o cuidado emocional

Por Rafa
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução redes sociais
Foto: Foto: Reprodução redes sociais

Lançado em 2025, o Luz Acesa Podcast surge como um espaço de diálogo sensível, acessível e acolhedor sobre saúde mental, emoções e relações humanas. Idealizado por profissionais da comunicação e da psicologia, o projeto reúne a jornalista Orisa Gomes, a psicóloga Marina Queiroz e o diretor criativo e comunicador Lucas Neves, que conduzem rodas de conversa com linguagem simples e empática, buscando gerar identificação, reflexão e escuta.

A proposta é tratar temas sérios de forma natural, sem julgamentos, aproximando o cuidado emocional da rotina das pessoas.

“A ideia é que cada episódio seja um respiro, um abraço e um convite para olhar para dentro”, definem os idealizadores.

A jornalista Orisa Gomes contou que a ideia do podcast surgiu durante uma sessão de terapia, ao perceber o impacto positivo de uma explicação simples sobre ansiedade.

“A Marina estava me explicando sobre ansiedade de uma forma muito clara, falando da importância dela como mecanismo natural do corpo. Eu pensei: quantas pessoas poderiam ser beneficiadas ouvindo isso?”, relatou.

Segundo ela, o projeto também busca alcançar pessoas que não conseguem ou não se permitem fazer terapia.

“Nem todo mundo tem acesso ou se sente à vontade para buscar ajuda. O podcast foi pensado como uma forma de levar esse diálogo para mais gente”, explicou Orisa.

Durante a entrevista, a psicóloga Marina Queiroz destacou que falar sobre saúde mental ainda enfrenta resistência por causa de estigmas históricos.

“Existe um tabu muito forte associado à loucura. Muitas pessoas ainda acham que psicoterapia é para quem é fraco ou ‘doido’, e isso não é verdade”, afirmou.

Ela reforça que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.

“Se o meu corpo adoece, eu não tenho vergonha. Por que eu teria vergonha se o meu emocional precisa de ajuda? Somos uma unidade: corpo e mente”, explicou.

Marina também ressaltou o impacto do ritmo acelerado da vida moderna.

“A ansiedade hoje tem adoecido as pessoas, atrapalhado relações e desempenho profissional. Pedir ajuda não é fraqueza, é um ato de coragem e responsabilidade”, pontuou.

O diretor criativo Lucas Neves falou sobre o desafio de comunicar temas sensíveis sem perder a leveza.

“O maior desafio foi encontrar o equilíbrio entre profundidade e acessibilidade. A gente não queria algo pesado ou técnico demais, nem superficial”, disse.

Para ele, o diferencial do podcast está na forma de conversar.

“A gente fala como fala no dia a dia, com escuta, cuidado e afeto. Às vezes, as pessoas só precisam ser ouvidas”, completou.

Os episódios não têm a pretensão de oferecer respostas prontas, mas de estimular reflexão e acolhimento. Entre os temas já abordados estão ansiedade, luto e os impactos da separação dos pais na vida dos filhos.

“Cada pessoa vive as emoções de um jeito. A ideia é lançar luz, provocar reflexão e ajudar cada um a encontrar caminhos dentro do seu próprio contexto”, explicou Orisa Gomes.

Marina destacou que o formato de conversa ajuda a reduzir defesas emocionais.

“Quando falamos de forma simples, a pessoa se identifica e percebe: ‘isso tem a ver comigo’. E aí ela entende que existe solução”, afirmou.

Desde o lançamento, o retorno dos ouvintes tem sido marcado pela identificação.

“Teve uma amiga que comentou um vídeo dizendo: ‘por que você está falando da minha vida desse jeito?’”, contou Orisa, destacando como os relatos tocam experiências comuns.

Segundo Marina, os temas que mais geram acolhimento são justamente os mais difíceis de verbalizar.

“São assuntos que as pessoas nem conseguem falar em voz alta. Quando alguém dá nome a isso, gera alívio”, disse.

O Luz Acesa Podcast está disponível no YouTube e no Instagram, no perfil @luzacesapodcast, com episódios completos e recortes dos debates.

“A gente espera que as pessoas entendam que a psicologia é acessível, simples e aplicável à vida real”, concluiu Marina.

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