Antigo “Parque do Geladinho”, espaço que já foi ponto de banho e diversão da comunidade se transformou em área de convivência e lazer para moradores do bairro
Mais do que um espaço de lazer, o Parque Municipal Erivaldo Cerqueira, popularmente conhecido como Parque da Lagoa ou antigo “Parque do Geladinho”, carrega uma forte relação afetiva com os moradores das Baraúnas. Inaugurado em 30 de dezembro de 2009, o equipamento público homenageia um dos nomes mais marcantes da comunicação feirense: o radialista Erivaldo Cerqueira, repórter policial irreverente que ganhou notoriedade nas rádios Cultura, Subaé e Sociedade e ajudou a fortalecer a comunicação em Feira de Santana.
Nascido nas Baraúnas, nas proximidades da antiga Lagoa do Geladinho, Erivaldo era muito querido pela comunidade e teve sua trajetória eternizada no local onde passou parte da infância. O radialista faleceu em fevereiro de 2004, deixando um legado importante para o rádio feirense e para os moradores do bairro.
Hoje, o parque se tornou um dos principais pontos de convivência da região, oferecendo ampla área verde, pista de cooper, academia gratuita ao ar livre, parque infantil, lagoa, convivência com pequenos animais e espaços utilizados para caminhadas, atividades físicas, lazer em família e ensaios fotográficos.
Liderança comunitária nas Baraúnas, Edcarlos Venâncio destaca a importância do equipamento para o cotidiano dos moradores e lembra que o espaço se consolidou como um ponto de encontro da comunidade.
“Hoje tem esse parque em homenagem a esse radialista, Erivaldo Cerqueira, que tem uma história importante ligada à nossa comunidade. Quando a gente vem aqui vê famílias, crianças, estudantes pesquisando, pessoas caminhando, fazendo corrida, usando a academia ao ar livre e aproveitando esse espaço de convivência”, destacou.

Segundo Edcarlos, o parque reúne diferentes funções e atende públicos variados, sendo utilizado também para atividades sociais e registros especiais.
“Tem o parque infantil, a lagoa, a pista de caminhada, além do contato com a natureza. A gente vê pessoas fazendo fotografias, aniversários, piqueniques. É um espaço muito importante para a comunidade”, afirmou.
Ele também ressaltou a necessidade de preservação ambiental do local, especialmente da nascente que abastece a lagoa do parque.
“O cuidado com o espelho d’água é muito importante, porque a nascente fica fora do parque e já existem áreas aterradas. Se não houver atenção, daqui a alguns anos a lagoa pode sofrer impactos. Vale a pena o poder público olhar para isso e até fortalecer parcerias com universidades para pesquisas ambientais aqui”, alertou.

Já o cantor e multiinstrumentista Márcio Ribeiro, conhecido como Márcio Black, relembrou que antes do parque existir o local era conhecido como “Parque do Geladinho”, um ponto de encontro da juventude do bairro.
“Ali antigamente era chamado de Parque do Geladinho, porque tinha uma bica de água doce de uma nascente. A gente ia pra lá tomar banho escondido, porque as mães proibiam”, contou.
Segundo ele, apesar de ser um espaço de diversão, o local também apresentava riscos.
“Ali era fundo e aconteceu até de algumas pessoas se afogarem. A gente chegava em casa todo sujo e tentava esconder da mãe, mas o corpo entregava tudo”, brincou.

Com o passar do tempo, o antigo ponto de banho foi transformado pela Prefeitura no parque conhecido atualmente, preservando parte da memória do local.
“Depois a prefeitura transformou naquele espaço bonito e muito frequentado que é hoje. A história dali começou como Geladinho e acabou virando o Parque Erivaldo Cerqueira, homenageando esse grande radialista”, destacou Márcio.

