Desembargador aposentado teve trajetória marcada pela atuação no Judiciário, na administração pública e no ensino jurídico; Academia de Letras Jurídicas decretou luto de uma semana
O desembargador aposentado Paulo Roberto Bastos Furtado, que presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) entre 1992 e 1994, morreu aos 82 anos. A informação foi divulgada neste sábado (8) pela Academia de Letras Jurídicas da Bahia, instituição da qual ele foi o primeiro ocupante da cadeira nº 37.
Em homenagem ao jurista, a Academia decretou luto oficial por sete dias e prestou solidariedade aos familiares e amigos. A causa da morte e os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram informados.
Nascido na Bahia, Paulo Furtado iniciou a formação jurídica na Universidade Católica do Salvador (UCSal), onde concluiu o curso de Direito em 1968. Anos depois, também fez pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior na instituição.
Sua formação acadêmica prosseguiu na Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde conquistou o título de mestre em Direito, em 1980. Além da carreira na magistratura, também se dedicou à área acadêmica e ao ensino jurídico.
Antes de chegar ao Tribunal de Justiça, Furtado ocupou cargos de destaque na administração estadual. Em 1977, tornou-se chefe de gabinete da Secretaria da Justiça da Bahia. Em 1979, passou a comandar a Casa Civil do Governo do Estado, permanecendo na função até 1982.
Depois, ingressou no TJ-BA como desembargador e posteriormente assumiu a presidência da Corte baiana. O mandato à frente do tribunal ocorreu entre 1992 e 1994.
A atuação de Paulo Furtado também deixou marca no cenário jurídico e intelectual da Bahia. Na Academia de Letras Jurídicas, além de ser o primeiro titular da cadeira nº 37, integrou o grupo de juristas que contribuíram para a preservação e difusão do pensamento jurídico no estado.
Em nota, a entidade lamentou a morte e destacou o legado deixado pelo desembargador, manifestando pesar aos familiares. Até a publicação desta matéria, não havia informações oficiais sobre a causa da morte ou os atos fúnebres.