09/08/2026
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Morre aos 82 anos Paulo Furtado, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia

Desembargador aposentado teve trajetória marcada pela atuação no Judiciário, na administração pública e no ensino jurídico; Academia de Letras Jurídicas decretou luto de uma semana

Victória SilvaRedação: Victória Silva
sábado, 08 de agosto de 2026 às 12:32
Imagem de Morre aos 82 anos Paulo Furtado, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia
Foto: Reprodução/Academia de Letras Jurídicas da Bahia

O desembargador aposentado Paulo Roberto Bastos Furtado, que presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) entre 1992 e 1994, morreu aos 82 anos. A informação foi divulgada neste sábado (8) pela Academia de Letras Jurídicas da Bahia, instituição da qual ele foi o primeiro ocupante da cadeira nº 37.

Em homenagem ao jurista, a Academia decretou luto oficial por sete dias e prestou solidariedade aos familiares e amigos. A causa da morte e os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram informados.

Nascido na Bahia, Paulo Furtado iniciou a formação jurídica na Universidade Católica do Salvador (UCSal), onde concluiu o curso de Direito em 1968. Anos depois, também fez pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior na instituição.

Sua formação acadêmica prosseguiu na Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde conquistou o título de mestre em Direito, em 1980. Além da carreira na magistratura, também se dedicou à área acadêmica e ao ensino jurídico.

Antes de chegar ao Tribunal de Justiça, Furtado ocupou cargos de destaque na administração estadual. Em 1977, tornou-se chefe de gabinete da Secretaria da Justiça da Bahia. Em 1979, passou a comandar a Casa Civil do Governo do Estado, permanecendo na função até 1982.

Depois, ingressou no TJ-BA como desembargador e posteriormente assumiu a presidência da Corte baiana. O mandato à frente do tribunal ocorreu entre 1992 e 1994.

A atuação de Paulo Furtado também deixou marca no cenário jurídico e intelectual da Bahia. Na Academia de Letras Jurídicas, além de ser o primeiro titular da cadeira nº 37, integrou o grupo de juristas que contribuíram para a preservação e difusão do pensamento jurídico no estado.

Em nota, a entidade lamentou a morte e destacou o legado deixado pelo desembargador, manifestando pesar aos familiares. Até a publicação desta matéria, não havia informações oficiais sobre a causa da morte ou os atos fúnebres.

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