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Morre César Romero, artista feirense lembrado pelo talento e pela generosidade

Artista nasceu em Feira de Santana, tinha mais de 50 anos de carreira nas artes e também atuava como médico.

Por Rafa
quarta-feira, 08 de outubro de 2025
Foto: Divulgação
Foto: Foto: Divulgação

O artista plástico, médico, fotógrafo, escritor e crítico de arte César Romero morreu aos 74 anos, na noite de terça-feira (7), em Salvador. Natural de Feira de Santana, César deixa um legado de mais de cinco décadas dedicadas à arte e à cultura nordestina.

Segundo informações da Polícia Civil, o artista estava sendo alimentado por uma cuidadora quando se engasgou com a comida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu. O caso foi registrado na 14ª Delegacia Territorial (DT) da Barra, e a perícia vai determinar a causa da morte.

Nascido em Feira de Santana, César Romero de Oliveira Cordeiro começou a pintar ainda na adolescência. Aos 17 anos, recebeu do então governador Luiz Viana Filho o prêmio da primeira Exposição Intercolegial de Artes Plásticas. Formado em Medicina, dividiu sua vida entre o consultório e o ateliê, retratando o Nordeste com sensibilidade e força, através de elementos da cultura popular e dos símbolos afro-brasileiros.

Entre os amigos e admiradores, o sentimento é de profunda perda. A amiga Ozana Barreto emocionou-se ao falar sobre o artista e o ser humano que ele foi.

“É um momento muito difícil pela falta que ele vai fazer para mim, para a arte, para Feira de Santana e para todos que o conheceram. César deixa um legado imenso: foi um grande psiquiatra, terapeuta, artista, jornalista e escritor. Tudo o que ele fazia tinha talento, tinha alma”, declarou.

Ozana contou que conheceu César durante sessões de terapia e que, ao longo de dez anos, a relação profissional deu lugar a uma amizade profunda e afetuosa.

“Selamos uma amizade muito forte, de convivência intensa. Ele frequentava minha casa, saíamos juntos, vivíamos momentos de alegria e arte. Fui presenteada com três telas maravilhosas. Ele ficou famoso com as Pipas, e agora, poético como sempre, eu digo que ele foi fazer suas Pipas voarem no infinito”, disse

Ozana encerrou sua homenagem desejando luz ao amigo:

“Que o voo de César agora seja iluminado, que ele vá para um lugar de paz, de amor, onde possa continuar expressando tudo o que havia dentro de sua alma. Fica a tristeza, mas também a gratidão pelas lembranças e pela convivência. César, gratidão, gratidão, gratidão. Que Deus te receba na morada eterna, meu amigo querido. Eu te amo, César Romero.”

O velório será realizado na manhã desta quinta-feira (9), a partir das 8h e o sepultamento será às 10h, no Jardim da Saudade, em Salvador.

*Com informações do repórter Robson Nascimento

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