Novo balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta milhares de feridos e desalojados; ONU alerta que dezenas de milhares de pessoas ainda podem estar desaparecidas.
Cinco dias após os fortes terremotos que devastaram áreas da Venezuela, as autoridades do país atualizaram o balanço da tragédia e confirmaram, nesta segunda-feira (29), a morte de 1.719 pessoas. Os dois abalos sísmicos, registrados no último dia 24, provocaram destruição em larga escala e mobilizam uma intensa operação de resgate.
Além das vítimas fatais, o governo informou que 5.034 pessoas sofreram ferimentos em decorrência do desastre. O número de desabrigados também aumentou e chegou a 15.866, refletindo a dimensão dos danos causados às cidades atingidas.
Os dados foram apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que divulgou o boletim oficial mais recente sobre a situação. Ele é irmão da vice-presidente interina Delcy Rodríguez.
Enquanto equipes de emergência seguem atuando em áreas de difícil acesso, a Organização das Nações Unidas estima que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas. A projeção indica que o total de mortos poderá crescer nos próximos dias, à medida que novos corpos forem localizados sob os escombros e o trabalho de busca avançar.