04/08/2026
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Operação Janus bloqueia 145 contas e prende sete integrantes de organização criminosa

Estratégia de descapitalização atingiu grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de capitais

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 04 de agosto de 2026 às 15:21
Imagem de Operação Janus bloqueia 145 contas e prende sete integrantes de organização criminosa
Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na madrugada desta terça-feira (4), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular a estrutura financeira de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas com atuação em Ibicuí e região. A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de dez veículos, de valores mantidos em 145 contas bancárias vinculadas aos investigados e da apreensão de bens nos estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

Como parte da estratégia de descapitalização da organização criminosa, a Justiça determinou o bloqueio de dez veículos avaliados em aproximadamente R$ 700 mil. Quatro deles foram apreendidos durante a operação, sendo três em Ibicuí e um em Almenara, no estado de Minas Gerais. Também foram apreendidos R$ 6 mil em espécie, aparelhos celulares e joias, além do bloqueio de valores mantidos nas contas bancárias dos investigados.

Dos sete mandados de prisão preventiva cumpridos, dois foram executados em Ibicuí, dois no Conjunto Penal de Itabuna, dois no estado de São Paulo e um no Presídio de Teófilo Otoni (MG). Entre os presos estão seis homens, com idades entre 20 e 47 anos, e uma mulher, de 27 anos, investigados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e organização criminosa. Após o cumprimento das ordens judiciais, os investigados foram encaminhados às unidades policiais, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem custodiados à disposição da Justiça.

A operação mobilizou mais de 24 policiais civis nos três estados, que atuaram de forma integrada para o cumprimento das ordens judiciais. A ação é resultado de aproximadamente dois anos de investigações e de um trabalho contínuo de inteligência, que possibilitou a identificação dos integrantes da organização criminosa e o mapeamento de sua estrutura financeira. O êxito da operação também decorre da cooperação interestadual e do compartilhamento de informações entre as forças policiais, estratégia considerada fundamental para o enfraquecimento das organizações criminosas.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin), por meio da Delegacia Territorial de Ibicuí (DT/Ibicuí), com apoio das Delegacias Territoriais de Iguaí e Macarani (DTs/Iguaí e Macarani), da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª Coorpin/Itapetinga), da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (6ª Coorpin/Itabuna) e da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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