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Pacientes do CADH recebem sensor para monitorar glicemia

Experiência inovadora no SUS está em fase experimental; dispositivos foram fornecidos em parceria

Por Rafa
domingo, 21 de setembro de 2025
 Fotos: Renata Leite
Foto: Fotos: Renata Leite

Trinta pacientes do Centro de Diabético e Hipertenso (CADH) receberam um sensor que monitora a glicemia de forma contínua. Fixado ao braço, o dispositivo envia dados para o paciente e para o profissional de saúde por meio de um aplicativo no celular.

A iniciativa, considerada uma ferramenta inovadora, busca melhorar a qualidade de vida de pessoas com diabetes. O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, acompanhou a entrega dos equipamentos que foram fornecidos em parceria com a empresa Abbott.

O sensor, à prova d’água, deve ser trocado a cada 15 dias. Além de registrar os índices de glicemia, os dados podem ser compartilhados com médicos e familiares, ampliando a segurança e o monitoramento contínuo.

De acordo com a coordenadora do CADH, Andrea Silva, a ação é inédita no SUS em Feira de Santana e está em fase experimental. 

“É uma experiência inusitada, que ajuda os pacientes a conhecer melhor seu corpo, melhorar a alimentação e ajustar comportamentos. No momento, o dispositivo ainda não é disponibilizado pelo SUS, mas é uma tecnologia promissora que precisa ser avaliada quanto à eficácia e segurança”, disse. 

A endocrinologista Suzete Matos reforçou os benefícios do dispositivo no tratamento do diabetes.

“O sensor permite acompanhar a glicemia 24 horas por dia e educa o paciente sobre como os alimentos influenciam a glicose. Ele sinaliza quando a glicemia está caindo ou subindo, inclusive durante a noite. Esse recurso ajuda a individualizar o tratamento e aumenta a motivação dos pacientes”.

Paciente do CADH há mais de 15 anos, Jorge Brasileiro Silva, 63 anos, também recebeu o dispositivo e celebrou a novidade.

“Esse sensor vai facilitar muito a minha vida, porque antes eu precisava furar o dedo várias vezes por dia. Agora vou poder acompanhar a glicose de forma prática, até de madrugada, sem precisar me preocupar. Isso me dá mais segurança e tranquilidade”. 

A nutricionista Josinete Monteiro destacou a relevância do sensor no acompanhamento alimentar e na personalização do tratamento, destacando que o sensor permite observar a resposta glicêmica aos alimentos. 

“Possibilita estratégias individualizadas e acompanha hipoglicemias e hiperglicemias, inclusive durante a madrugada. Com os relatórios, é possível analisar períodos de 15 ou 30 dias e aprimorar o tratamento”.

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