Equipamentos foram localizados em três bairros da capital durante uma ofensiva voltada ao combate à atuação de facções; número de dispositivos retirados em 2026 chega a 95
A Polícia Militar intensificou o combate ao uso de sistemas de monitoramento instalados de forma irregular por grupos criminosos em Salvador. Durante novas ações da Operação Olhos Fechados, realizada em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), sete câmeras clandestinas foram localizadas e retiradas de circulação.
Os equipamentos estavam distribuídos pelos bairros de Plataforma, Garcia e 2 de Julho. Segundo a PM, os dispositivos eram utilizados para acompanhar a movimentação de moradores e identificar a presença de agentes de segurança nas áreas sob influência de criminosos.
A operação foi conduzida por equipes do Comando de Policiamento Regional Baía de Todos os Santos (CPR-BTS). Com a nova retirada, a unidade chegou à marca de 95 câmeras ilegais removidas em Salvador somente em 2026.
A ofensiva integra o conjunto de medidas adotadas pelas forças de segurança para enfraquecer a estrutura de organizações criminosas. O trabalho segue a metodologia do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI), que utiliza levantamento de informações e análise de dados para definir os locais e as estratégias das ações.
O comandante do CPR-BTS, coronel Leão, afirmou que a fiscalização deverá ser ampliada para impedir que grupos criminosos instalem equipamentos de vigilância em diferentes regiões da Bahia.
Segundo o oficial, a Polícia Militar seguirá atuando para identificar e retirar estruturas que possam favorecer a atividade de facções. A corporação considera o monitoramento clandestino uma ferramenta utilizada pelos criminosos para antecipar a chegada das forças de segurança e controlar a circulação nas comunidades.