08/06/2026
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De Olho na Cidade
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4 min de leitura

Tecnologia e humanização caminham juntas na neuroreabilitação, explica fisioterapeuta

Vinícius Oliveira destaca evolução dos tratamentos e alerta contra mitos sobre o uso de tecnologias na fisioterapia neurológica

Redação: Victória Silva
segunda-feira, 11 de maio de 2026 às 22:07
Na foto Vinicius Oliveira, de jaleco branco, em frente ao mural da Rádio Nordeste FM. Eles tem a pele negra, usa óculos e está sorrindo para foto
Foto: De Olho na Cidade

A fisioterapia continua tendo na terapia manual e no uso das mãos uma de suas principais bases, mas, segundo o fisioterapeuta Vinícius Oliveira, da Reabserv, isso não significa que a tecnologia não tenha mudado completamente a forma de reabilitar pacientes neurológicos.

“A base da fisioterapia são procedimentos não invasivos, muito uso da utilização da mão… o fisioterapeuta sem as mãos fica sem uma ferramenta de trabalho”, explica. Ele destaca que técnicas como alongamento, fortalecimento e manipulação fazem parte da formação desde a graduação. “A gente tem matéria na faculdade para aprender a tocar, porque o toque do fisioterapeuta é diferente de outro profissional.”

Apesar disso, Vinícius reforça que a terapia manual, sozinha, nem sempre é suficiente.

“Em alguns casos, somente a terapia manual não consegue solucionar a demanda que o paciente traz.”

Tecnologia que muda prognósticos e histórias de vida

O fisioterapeuta relembra que, ao longo da carreira iniciada em 2009, percebeu limitações na evolução de alguns pacientes, o que o levou a buscar formação em outros estados e novas abordagens tecnológicas.

Um dos casos mais marcantes foi o de uma paciente de 72 anos que não evoluía mesmo após um ano de tratamento intensivo.

“Eu fazia reabilitação domingo a domingo… e ela ainda não conseguia andar”, relata.

A virada veio com o uso de uma tecnologia de treino de marcha com suspensão parcial de peso.

“Quando a gente instalou essa tecnologia, em um mês ela voltou a andar. Isso me marcou muito.”

Ele explica que o equipamento combina esteira, colete e sistema de sustentação, permitindo que pacientes reaprendam a marcha com segurança.

“Não é que todo caso vai ser assim, mas nesse caso específico fez muita diferença.”

Do simples ao avançado: tecnologia está em tudo

Vinícius ressalta que a tecnologia na reabilitação não se resume a equipamentos sofisticados.

“Desde uma cadeira de rodas até uma barra de apoio, tudo isso é tecnologia.”

Ele cita exemplos do dia a dia, como assentos adaptados, pisos antiderrapantes e até iluminação inteligente para evitar quedas de idosos.

“Isso melhora segurança e independência.”

Em casos mais complexos, já são utilizados recursos como estimulação elétrica cerebral, mãos robóticas e até exoesqueletos com inteligência artificial.

“Hoje a gente consegue colocar uma mão robótica para movimentação de pacientes com AVC ou lesões neurológicas”, explica.

Resultados mais rápidos, mas com avaliação criteriosa

Segundo o especialista, pacientes com AVC, traumatismo craniano e doenças neurológicas podem sim apresentar melhor evolução com tecnologias associadas à fisioterapia.

“A gente tem uma fase de ouro nos primeiros seis meses pós-AVC. Se o paciente tiver acesso à reabilitação especializada e tecnologia, o impacto na vida dele é enorme”, afirma.

Por outro lado, ele alerta que não existe solução imediata.

“Existe o mito de que a tecnologia vai resolver tudo. Não é assim. Precisa avaliação, planejamento e profissional capacitado.”

Quando buscar neuroreabilitação?

Para Vinícius, os sinais de alerta aparecem nas atividades básicas do dia a dia.

“Se o paciente começa a ter dependência para comer, tomar banho, se locomover ou até cai com frequência, já são sinais de que precisa de avaliação especializada.”

Ele reforça que a família costuma perceber primeiro a perda de autonomia.

“A família enxerga quando aquele ente querido não está mais independente.”

Feira de Santana como referência

O fisioterapeuta destaca ainda que Feira de Santana se consolidou como referência regional em neuroreabilitação.

“Hoje a gente já recebe pacientes de Salvador, Aracaju e outras regiões buscando esse tipo de tratamento”, afirma.

Ele atribui isso à combinação entre equipe especializada e investimento em tecnologia.

“Não adianta só ter equipamento. Tem que ter profissional experiente para usar no paciente certo, na hora certa.”

Acesso à Reabserv

Interessados podem conhecer o trabalho da clínica pelas redes sociais ou agendar avaliação.

Instagram: @reabserv
Telefone: (75) 3304-0356

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