Hospitais operam com capacidade reduzida, faltam profissionais em áreas afetadas e cresce a preocupação com o risco de surtos de doenças.
Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última semana continuam provocando impactos severos na rede de saúde do país. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o atendimento médico enfrenta dificuldades crescentes diante do elevado número de vítimas e dos danos causados à infraestrutura hospitalar.
De acordo com o balanço apresentado pelo organismo internacional, os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 deixaram mais de 1.700 mortos e cerca de cinco mil pessoas feridas, aumentando significativamente a demanda por atendimento de urgência.
A OMS destacou que três unidades de saúde tiveram comprometimento estrutural considerado grave, enquanto outras seis seguem funcionando apenas de forma parcial. Nas demais instalações, o cenário é de superlotação, longas esperas por procedimentos cirúrgicos e dificuldades para organizar o fluxo de pacientes.
Outro fator que preocupa as autoridades sanitárias é a ausência de profissionais especializados em assistência materna na região de La Guaira. Segundo a organização, parte dessas equipes permanece desaparecida desde os terremotos, afetando diretamente o atendimento às gestantes.
Além dos desafios imediatos na assistência médica, a OMS alertou para o aumento do risco de doenças transmitidas por mosquitos. O deslocamento de milhares de pessoas para abrigos temporários, aliado à baixa cobertura vacinal, pode favorecer a ocorrência de surtos de dengue e febre amarela nas áreas mais afetadas.