09/06/2026
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Três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha morrem após contrair ebola em missão humanitária no Congo

Profissionais atuavam no combate ao surto da doença na República Democrática do Congo; OMS classifica situação como de risco muito alto

Victória SilvaRedação: Victória Silva
segunda-feira, 25 de maio de 2026 às 13:25
Imagem de Três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha morrem após contrair ebola em missão humanitária no Congo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Cruz Vermelha Brasileira confirmou a morte de três voluntários brasileiros que participavam de uma missão humanitária de combate ao ebola na República Democrática do Congo (RDC). A informação foi divulgada pela instituição em comunicado publicado no último sábado (23).

De acordo com a entidade, os profissionais foram infectados pelo vírus enquanto atuavam diretamente no enfrentamento à doença no país africano. Em nota, a Cruz Vermelha lamentou as perdas e destacou a dedicação dos voluntários no trabalho realizado em uma das regiões mais afetadas pelo atual surto.

“Eles perderam suas vidas para o vírus ebola enquanto atuavam corajosamente na linha de frente do combate à doença”, informou a organização, que também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e equipes envolvidas na ação humanitária.

A República Democrática do Congo enfrenta um novo avanço do ebola, cenário considerado de “risco muito alto” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo dados divulgados pelo órgão internacional, já foram registrados 82 casos confirmados da doença e sete mortes oficialmente reconhecidas.

Além disso, autoridades sanitárias monitoram aproximadamente 750 casos suspeitos e investigam 177 óbitos que podem estar relacionados ao vírus, o que aumenta a preocupação com a expansão da enfermidade.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) também emitiu alerta sobre a possibilidade de disseminação do ebola para outros países do continente. Entre as nações consideradas em risco estão Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Tanzânia, Angola e Burundi, devido à velocidade de propagação da doença na região.

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