27/06/2026
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Carlos Medeiros critica “sistema viciado” e defende retomada da moralidade na vida pública e privada

Em entrevista, ele cita casos de supostos abusos na gestão pública, defende mais ética no empresariado e diz que é preciso “sair da indignação para a ação”

Redação: De olho na cidade
sábado, 27 de junho de 2026 às 12:39
Imagem de Carlos Medeiros critica “sistema viciado” e defende retomada da moralidade na vida pública e privada

O empresário Carlos Medeiros fez críticas à condução da vida pública no Brasil e afirmou que o país atravessa uma “crise de moralidade”, durante entrevista ao quadro Conversa Franca. Segundo ele, há um distanciamento crescente entre a legalidade e a ética nas instituições.

“Eu acho que esse nosso momento é extremamente delicado. A gente vem vendo uma situação cada vez mais imoral na nossa vida pública. Isso é uma grande tristeza”, afirmou.

Carlos citou reportagens e casos envolvendo contratações públicas e possíveis irregularidades para reforçar sua crítica ao que chamou de “sistema viciado”.

“Saiu uma reportagem sobre fraude nas contratações de bandas, com superfaturamento de mais de 800%. Então o momento que a gente vive é uma crise de moralidade extremamente grande”, disse.

Ele também mencionou casos de remunerações e benefícios no setor público que, segundo ele, podem ser legais, mas seriam moralmente questionáveis.

“Apesar de ser legal, é uma imoralidade. E a gente precisa voltar à simplicidade da moral, de ter bons costumes, pessoas de palavra”, completou.

Durante a entrevista, o empresário também relatou uma experiência pessoal para ilustrar a importância da confiança e da integridade.

“Antigamente, o que mais valia em um homem era a sua palavra. A gente precisa confiar nas pessoas”, disse, ao comentar um episódio envolvendo troca de figurinhas com um desconhecido.

Segundo ele, a base da moralidade está na formação familiar e no convívio social.

“A moral vem da família, da criação, do convívio. E a gente precisa valorizar isso novamente”, destacou.

Carlos Medeiros também criticou a desconfiança generalizada na política e afirmou que isso favorece a manutenção do atual cenário.

“Tem uma parte da população que não quer nem mais saber de política porque não acredita em mais nada. E isso faz com que esses caras se perpetuem no poder”, afirmou.

Ele defendeu maior participação de pessoas “de bem” na vida pública e disse que o afastamento da sociedade contribui para a continuidade de problemas estruturais.

Ao ser questionado sobre o papel do setor produtivo, o empresário defendeu que a iniciativa privada deve dar exemplo de ética e não se submeter a práticas irregulares para manter contratos com o poder público.

“A iniciativa privada tem que dar o exemplo. Não entrar nessa ciranda de se corromper para fornecer ao Estado”, afirmou.

Ele também criticou a dependência de relações pouco transparentes entre empresas e governo, citando como referência negativa escândalos de corrupção.

Carlos ainda defendeu o resgate de conteúdos ligados à formação moral nas escolas.

“Eu lembro da Educação Moral e Cívica. Acho que era uma matéria importante para falar sobre esses pontos”, disse.

O empresário fez um apelo por ação e engajamento social.

“A gente precisa reclamar menos e resolver mais. Sair da indignação e ir para a ação”, afirmou.

Ele concluiu defendendo maior participação dos jovens na transformação do país:

“As pessoas de bem precisam participar mais da política. Não vamos deixar morrer a esperança por dias melhores.”

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