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“Começar obra sem planejamento é o maior erro”, alerta arquiteto

Especialista destaca que falta de projeto, pressa e decisões improvisadas são principais causas de gastos extras e retrabalho em construções e reformas

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 27 de maio de 2026 às 19:59
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Foto: De Olho na Cidade

O arquiteto Ronald Araújo chamou atenção para os principais erros cometidos por quem decide construir ou reformar imóveis sem orientação adequada. Em entrevista, ele destacou que a ausência de planejamento é o fator que mais gera prejuízos, atrasos e estresse durante as obras.

“Acho que o maior erro que as pessoas cometem é começar sem planejamento. Muitas pessoas querem iniciar a obra rápido demais, mas não definem orçamento, não definem necessidades, não definem as prioridades e acabam tendo gastos muito desnecessários, retrabalho, muito estresse também durante a obra por causa dessa falta de previsibilidade”, afirmou.

Segundo o arquiteto, a tentativa de economizar na etapa do projeto pode sair cara no resultado final.

“O projeto é justamente o que evita erros na execução. Quando você tenta economizar demais nessa etapa, você acaba gastando demais, não consegue fazer orçamentos para ter um melhor custo-benefício, tem soluções improvisadas durante a obra, que já é um processo chato. Então dá mais dor de cabeça ainda”, explicou.

Pressa e falta de personalização são armadilhas comuns

Ronald destaca que a ansiedade para ver a obra avançar faz com que muitas pessoas pulem etapas importantes do planejamento.

“Existe uma ansiedade muito grande de ver a obra acontecer, só que antes da execução precisa ter planejamento. Ele é a base para que tudo ocorra bem”, disse.

Outro erro frequente, segundo ele, é copiar referências da internet sem adaptação ao contexto real do projeto.

“Cada projeto é individual. Cada terreno, clima e rotina são diferentes. Não dá para copiar um projeto de um bairro e aplicar em outro sem estudo de insolação, ventilação e direção dos ventos”, ressaltou.

Estética e funcionalidade devem caminhar juntas

Ao falar sobre prioridades em uma construção, o arquiteto defendeu o equilíbrio entre beleza e funcionalidade, mas com foco na prática do dia a dia.

“Os dois devem caminhar juntos, mas a funcionalidade sempre vem primeiro. Uma casa bonita, mas que não funciona, vira um problema depois”, afirmou.

Ele comparou o conceito à experiência de uso do espaço: “A boa arquitetura une funcionalidade, beleza e conforto. Não adianta ser bonita por fora e não oferecer conforto no dia a dia”.

Iluminação e ventilação impactam saúde e bem-estar

Ronald também alertou para erros comuns em projetos que ignoram fatores naturais como luz e ventilação, o que pode afetar até a saúde dos moradores.

“A iluminação natural e a ventilação são fundamentais para o bem-estar. Elas estão ligadas ao ciclo do sono, à produtividade e até à economia de energia”, explicou.

Segundo ele, uma casa mal planejada pode gerar problemas como desconforto térmico, má qualidade do ar e uso excessivo de energia elétrica.

Planejamento evita traumas na obra

Para o arquiteto, reformas e construções não precisam ser sinônimo de dor de cabeça, desde que haja organização e acompanhamento profissional.

“Com planejamento, cronograma e orçamento definidos, é possível evitar a maioria dos problemas durante a obra”, disse.

Ele reforça que o projeto deve ser visto como um investimento essencial.

“A casa não é só uma obra, é um espaço de vida, onde você vai construir histórias e viver momentos importantes”, concluiu.

Para contato e mais informações, Ronald orienta acompanhar suas redes sociais: @ronaldarquiteto.

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