Sheila Carvalho passou 40 dias na Itália e em outros países europeus, participou de feira internacional de arquitetura e design e afirma que experiência ampliou visão profissional e abriu novas oportunidades de negócios
A designer de interiores Sheila Carvalho retornou recentemente de uma imersão de cerca de 40 dias pela Europa, onde visitou países como Itália, França, Luxemburgo, Alemanha e Suíça. Em entrevista ao quadro Home News, ela compartilhou experiências vividas em Milão, onde participou de uma das maiores feiras de arquitetura e design do mundo, e destacou aprendizados que pretende aplicar no mercado brasileiro.
“Quando eu fui para Milão, eu fui visitar a feira de arquitetura e design que tem lá, a maior feira do mundo. Eu queria ver as referências e ampliar meu portfólio, minha bagagem, para conseguir fazer projetos com inovação e atender melhor os meus clientes”, afirmou Sheila.
Segundo ela, a experiência foi marcada pelo contato com uma arquitetura que equilibra tradição e modernidade.
“Você vê uma arquitetura imponente, muito bonita, linkada com projetos modernos que não ofendem a arquitetura secular que já está lá. Foi muito interessante e enriquecedor”, disse.
Durante a viagem, Sheila observou diferenças culturais que influenciam diretamente o design e o urbanismo. Um dos pontos que mais chamaram atenção foi o uso intenso de vidro nas construções europeias.
“Eles têm uma verdadeira adoração pelo sol. Como as janelas de sol são menores e o clima é diferente, o vidro permite que eles contemplem esse sol por mais tempo. Aqui no Brasil isso não funcionaria da mesma forma por causa da insolação”, explicou.
Ela também destacou o uso das cores nos ambientes.
“Lá é um tempo muito cinza, então eles contemplam bastante as cores”, acrescentou.
A designer reforçou ainda a importância de adaptação cultural no trabalho.
“Nem tudo que a gente vê lá pode ser aplicado aqui por conta do clima e da cultura, mas com criatividade a gente consegue trazer a estética deles para a nossa realidade.”
Além do design, Sheila chamou atenção para o modelo de organização urbana europeu, especialmente em cidades como Milão e Paris.
“O que mais me chamou atenção foi a organização e a limpeza. Os lugares turísticos são pensados para as pessoas se sentirem acolhidas. Eles evitam excesso de carros e valorizam o transporte público”, afirmou.
Ela também destacou a diferença na percepção do transporte coletivo.
“Lá não é visto como algo só para quem não tem dinheiro. É para todos, e funciona muito bem, é limpo e organizado”, disse.
Durante a viagem, Sheila também celebrou um resultado inesperado: a conquista de um cliente internacional enquanto ainda estava na Europa.
“Já conquistei um cliente na viagem. Já viram como Deus é bom? Em plena viagem alguém despertou para o meu trabalho profissional”, contou.
Segundo ela, a experiência reforça o crescimento do seu trabalho para além da Bahia.
Já sou muito consagrada em Feira de Santana e estou chegando também a outros estados”, afirmou.
Ao refletir sobre o que pode ser aplicado no Brasil, Sheila destacou principalmente a valorização dos detalhes e da experiência do usuário nos ambientes.
“O que eles mais fazem é primar pelo detalhe e pelo acabamento. Eles fazem com que a experiência de quem usa o ambiente seja prioridade, com iluminação, aromas e conforto visual”, explicou.
Ela também fez uma reflexão sobre cidades brasileiras.
“Se uma cidade como Gramado pode, se outros países podem, por que a gente não consegue trazer mais organização, educação no trânsito e turismo? Nós temos história para contar também”, questionou.
Sheila definiu a viagem como um divisor de águas em sua trajetória profissional e pessoal.
“A gente vai e volta uma outra pessoa. A mente abre. Volta com uma bagagem cultural que faz toda a diferença”, afirmou.
Ela destacou ainda o impacto emocional da passagem por Paris.
“Quando vi a Torre Eiffel foi como a realização de um sonho. É uma emoção indescritível, como se sua vida passasse como um filme”, disse.
A viagem foi resultado de um projeto realizado por Sheila em Feira de Santana, em parceria com uma empresa Esquadritech. O trabalho desenvolvido lhe rendeu o convite para a experiência internacional como forma de reconhecimento.
“Foi um bônus, uma surpresa depois. Eu sempre tento fazer o meu melhor”, concluiu.