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De Olho na Cidade
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Escolha correta do piso evita problemas e aumenta durabilidade em obras, alerta engenheiro civil

Especialista destaca critérios técnicos como resistência, tipo de acabamento e ambiente de uso na hora de escolher porcelanatos e revestimentos

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 06 de maio de 2026 às 20:29
Um homem negro de barba curta, vestindo uma camiseta branca, está sentado em um estúdio de rádio e olha para a câmera com uma expressão serena. Em primeiro plano, à esquerda, aparece um microfone com espuma amarela exibindo o logotipo vermelho da rádio Princesa FM.
Foto: De Olho na Cidade

A escolha correta do piso para cada tipo de ambiente foi o tema de uma entrevista com o engenheiro civil Sillas Leal, no quadro Home News. O especialista destacou que a decisão vai muito além da estética e envolve critérios técnicos que impactam diretamente na durabilidade, segurança e manutenção dos revestimentos.

Sillas explicou a importância de analisar o ambiente antes da escolha do material.

“Primeiro a gente tem que entender qual o tipo de ambiente que a gente vai trabalhar. Se for uma loja, sala, cozinha, banheiro, para cada tipo de ambiente nós precisamos identificar o tipo de piso mais adequado”, afirmou.

Segundo ele, fatores como resistência, acabamento e tipo de borda são determinantes.

“Observando o PI do piso, que seria a resistência, se ele é liso, polido ou acetinado, se é retificado ou bold (boleado nas pontas), tudo isso ajuda a determinar o melhor tipo de piso para cada ambiente”, explicou.

Sillas alertou que muitas pessoas escolhem o revestimento apenas pela aparência, o que pode comprometer a obra.

“Se você pega um piso PI1, por exemplo, ele não suporta tráfego e pode quebrar ou perder brilho rapidamente. Já em áreas de grande circulação, o ideal é PI3, PI4 ou até PI5”, destacou.

Para áreas úmidas, o engenheiro recomenda materiais com acabamento específico para facilitar limpeza e evitar problemas.

“Nas cozinhas, eu costumo indicar porcelanato acetinado ou esmaltado. Já no banheiro, o acetinado ou natural, porque facilita a limpeza e tem boa resistência à gordura”, disse.

Em locais com grande circulação, a prioridade é a resistência do material e o estudo técnico do ambiente.

“Pode ser cimento queimado ou porcelanato líquido, mas tudo depende do tipo de uso. É fundamental uma visita técnica para identificar corretamente a necessidade do espaço”, afirmou.

Sillas também ressaltou a importância da compatibilidade entre piso, argamassa e rejunte.

O engenheiro chamou atenção para o impacto das variações climáticas, especialmente em cidades como Feira de Santana.

“O clima quente exige atenção às juntas de dilatação e ao rejunte correto. Se não respeitar isso, pode acontecer o destacamento do piso, o que muita gente já viu acontecer”, alertou.

Entre os principais problemas, Sillas destacou o uso incorreto de argamassa e rejunte, além da falta de leitura das especificações técnicas dos produtos.

“Às vezes o material é certo, mas o rejunte ou a argamassa não são adequados. É como uma bula de remédio, você precisa ler para saber como usar corretamente”, comparou.

Ele reforçou o trabalho técnico de orientação na escolha dos materiais e deixou um recado ao público.

“O importante é conhecer o produto e suas especificações para garantir uma obra segura e durável”, concluiu.

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