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Especialista alerta: doenças neuromusculares exigem diagnóstico precoce e reabilitação especializada

Conscientização sobre sintomas, direitos e assistência especializada pode evitar agravamento e internações

Por Rafa
domingo, 07 de dezembro de 2025
Imagem de Especialista alerta: doenças neuromusculares exigem diagnóstico precoce e reabilitação especializada

Durante entrevista ao programa Cidade em Pauta, na rádio Nordeste FM, o fisioterapeuta Vinícius Oliveira, da Reabserv, destacou a importância do diagnóstico precoce e do tratamento especializado para pacientes com doenças neuromusculares, condições que afetam diretamente a força muscular, a respiração e a capacidade funcional das pessoas.

Segundo ele, as doenças neuromusculares atingem a comunicação entre o cérebro e os músculos.

“O cérebro precisa se comunicar com os músculos. O neurônio sai da medula e vai para o músculo. Quando algo atinge essa comunicação, chamamos de doenças neuromusculares”, explicou.

Entre essas enfermidades estão miopatias, doenças que atingem as células musculares, e condições que afetam a junção neuromuscular, responsável pela transmissão do impulso elétrico para a contração muscular. Em casos mais graves, músculos que atuam na respiração podem ser comprometidos.

“Quando atinge músculos respiratórios, o paciente pode parar de respirar e precisa de ventilação mecânica”, alertou Vinícius.

Sinais de alerta:

  • Os primeiros sintomas devem ser observados com atenção:
  • fraqueza muscular progressiva
  • cansaço excessivo em atividades simples
  • perda de massa muscular
  • dificuldades para levantar os braços ou caminhar
  • quedas frequentes
  • engasgos recorrentes
  • dificuldade para tossir
  • falta de ar

“O paciente começa a sentir fraqueza, cansaço, vai ficando mais magro. Às vezes as mãos começam a atrofiar. Isso não pode ser ignorado”, disse o fisioterapeuta.

Ele destacou que muitos acabam buscando profissionais que não são da área adequada, o que atrasa o diagnóstico.

“A pessoa sente fraqueza no tornozelo e procura um ortopedista. Mas quem deve avaliar primeiro é o neurologista”, reforçou.

De acordo com Vinícius, existem exames específicos que ajudam a detectar as condições:

  • eletroneuromiografia
  • testes de capacidade respiratória
  • análise de força muscular e tosse

“Temos neurologistas de referência na cidade. A fisioterapia entra com o diagnóstico funcional, avaliando como aquela doença está afetando o paciente na prática”, explicou.

O fisioterapeuta destacou que a reabilitação envolve acompanhamento multidisciplinar, como fisioterapeutas especializados, médicos, nutricionistas e psicólogos, além de equipamentos disponibilizados pela rede pública.

“O Estado tem legislação que fornece equipamentos caros, como ventiladores mecânicos. É direito do paciente, mas muita gente não sabe”, enfatizou.

Ele relata que pessoas de outras cidades chegam a Feira sem conhecimento dos benefícios. “Tenho paciente da Chapada Diamantina que não sabia que tinha direito a suporte respiratório em casa”, contou.

O maior desafio, segundo o especialista, ainda é a demora para identificar o problema.

“Há pacientes que passam por mais de 10 profissionais e demoram até sete anos para obter diagnóstico”, revelou.

Como muitas doenças neuromusculares são progressivas e degenerativas, como a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), o tempo é decisivo:

“Quanto antes identificar, melhor a qualidade de vida e menor a necessidade de internações ou ventilação mecânica”, alertou Vinícius.

Vinícius explicou ainda o compromisso social da Webservice Reabilitação com pacientes neurológicos:

“Não é só um título de especialista. É garantia de atendimento de qualidade e encaminhamentos corretos”, afirmou. “Muitos pacientes se exercitam sozinhos sem diagnóstico correto e acabam piorando o quadro. O tratamento precisa ser personalizado”, completou.

O especialista finalizou alertando que observar os sintomas e buscar atendimento especializado o quanto antes pode mudar completamente a evolução da doença:

“Se o diagnóstico é precoce, é possível planejar uma reabilitação que preserve a funcionalidade e garanta mais qualidade de vida ao paciente e à família.”

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