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Especialista explica como os implantes dentários transformam vidas

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 11% da população brasileira não possui nenhum dente permanente, enquanto 52% dos adultos já perderam pelo menos um dente.

Por Rafa
quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A reabilitação oral com implantes dentários tem transformado a vida de brasileiros que perderam total ou parcialmente seus dentes. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 11% da população brasileira, equivalente a aproximadamente 16 milhões de pessoas, não possui nenhum dente permanente, enquanto 52% dos adultos já perderam pelo menos um dente.

O Dr. Thiago Leite, cirurgião bucomaxilofacial e especialista em implantes dentários da clínica Cirface, ressalta que fatores como falta de conhecimento e higiene oral inadequada contribuem para esses números.

“Muitas vezes é a falta de conhecimento, a falta de uma boa higienização. Com isso, as pessoas acabam perdendo todos os dentes ao longo da vida”, explica.

Embora o Brasil seja o país com maior número de cirurgiões-dentistas do mundo, grande parte da população ainda não tem acesso à assistência odontológica adequada. A perda total dos dentes é mais frequente entre mulheres, pessoas com menor nível de instrução e idosos. Entre a população com mais de 60 anos, 41% já perderam todos os dentes.

No passado, pacientes sem dentes eram reabilitados apenas com próteses removíveis. Hoje, com o avanço da tecnologia de implantes e a técnica de osseointegração, é possível fixar próteses permanentes diretamente sobre parafusos de titânio instalados na maxila ou mandíbula.

“Sobre esses parafusos em titânio é confeccionada uma prótese fixa, que só é removida pelo cirurgião-dentista especialista. É uma cirurgia de média complexidade, feita em consultório odontológico na maior parte das vezes, com taxa de sucesso de aproximadamente 98%”, afirma Dr. Thiago.

O procedimento varia conforme o caso: pacientes que não têm nenhum dente na arcada superior recebem em média seis implantes, enquanto na arcada inferior são usados quatro. Já para quem perdeu apenas alguns dentes, são aplicados implantes unitários, cirurgias rápidas que duram cerca de 10 a 15 minutos.

Muitos pacientes têm receio do procedimento por causa da dor, mas Dr. Thiago garante: “É mito que dói. Se o cirurgião-dentista realiza um bom bloqueio anestésico, não é para doer nada. A anestesia incomoda um pouco, mas depois disso a cirurgia é completamente indolor.”

Para pacientes mais ansiosos, existe a possibilidade de sedação, seja leve em consultório odontológico ou mais profunda em ambiente hospitalar, sempre com acompanhamento médico anestesista.

O pós-operatório geralmente é tranquilo. Pode ocorrer leve inchaço ou dormência temporária, mas o desconforto é mínimo, especialmente em cirurgias de curta duração. “Quanto mais rápida a cirurgia, menor o edema e melhor o pós-operatório”, explica o especialista.

Um mito comum é que a idade limita a realização de implantes dentários, mas Dr. Thiago esclarece: “Já fiz implantes em pacientes de 90 anos. O que realmente importa é a condição sistêmica do paciente. Se ele tem boa saúde, não há problema, mesmo na terceira idade.”

Em casos de idosos com redução óssea severa, pode ser necessário realizar enxertos ósseos, procedimento facilitado atualmente pelo uso de enxertos de origem bovina, que diminuem a necessidade de remoção de osso do próprio paciente e tornam o pós-operatório mais confortável.

O tempo para adaptação à prótese depende de cada caso. Alguns pacientes podem receber carga imediata, ou seja, a prótese é instalada no mesmo dia da cirurgia, enquanto outros precisam aguardar cerca de quatro a cinco meses para que ocorra a osseointegração completa.

“O paciente precisa fazer exames, como a tomografia, para que possamos avaliar quantidade e qualidade do osso e escolher o implante adequado em tamanho e largura. Cada caso é individualizado”, enfatiza Dr. Thiago Leite.

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