24/07/2026
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Exercício físico pode ajudar a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, explica especialista

Além de contribuir para o bem-estar, atividades como musculação, caminhada e corrida podem auxiliar no controle do humor e na redução do estresse, segundo especialista.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
Robson NascimentoReportagem: Robson Nascimento
domingo, 19 de julho de 2026 às 07:05
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A prática regular de exercícios físicos pode ser uma importante aliada no cuidado com a saúde mental. Além dos benefícios para o corpo, atividades como musculação, caminhada, corrida, dança e natação contribuem para a liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar, ao prazer e ao controle do humor.

De acordo com o bacharel em Educação Física e especialista em grupos especiais, Gleydson Ayram, o exercício físico pode auxiliar na redução de sintomas de ansiedade, depressão e estresse, especialmente em casos leves e moderados.

“O exercício físico libera inúmeras substâncias, como endorfina, serotonina, dopamina e noradrenalina. Elas estão relacionadas à sensação de bem-estar, ao prazer, à motivação e ao controle do humor”, explicou.

Segundo o profissional, a atividade física pode fazer parte do tratamento de pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas à saúde mental, mas sempre em conjunto com o acompanhamento de profissionais especializados.

“É de extrema importância que, no tratamento com o psicólogo e até com o nutricionista, esteja incluído o exercício físico”, destacou.

Para quem deseja começar a se exercitar, Gleydson afirma que não é necessário iniciar com treinos pesados. A intensidade pode variar de acordo com as condições e o nível de cansaço de cada pessoa.

“Você pode treinar pesado, leve ou moderado. O importante é fazer”, afirmou.

O especialista também destaca que a atividade física não precisa estar limitada à musculação. Caminhada, ciclismo, corrida, natação, dança, yoga e pilates são algumas das opções que podem contribuir para uma rotina mais ativa.

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada. Para Gleydson, o mais importante é encontrar uma modalidade que seja possível manter com regularidade.

“Qualquer coisa que faça você se movimentar é importante incluir. Com isso, você vai obtendo as melhoras e pode perceber benefícios até logo após uma sessão de treinamento”, disse.

Além de começar, manter uma rotina de exercícios é essencial para que o corpo e a mente se adaptem aos estímulos. Segundo Gleydson, a constância ajuda a transformar a atividade física em um hábito de vida.

“Você cria uma constância, que permite que o corpo e a mente se adaptem, transformando o estímulo em um hábito de vida”, explicou.

Ainda de acordo com o profissional, a prática regular também pode contribuir para a qualidade do sono e para a organização de outros hábitos da rotina.

“Você acorda melhor, dorme melhor. O exercício é importante para regular o sono e também pode ajudar a regular a alimentação”, afirmou.

Apesar dos benefícios, Gleydson reforça que a atividade física não substitui o tratamento psicológico ou psiquiátrico. A recomendação é conversar com o terapeuta ou médico antes de incluir mudanças na rotina de cuidados.

“O exercício físico não vai substituir o tratamento psicológico ou psiquiátrico. É importante conversar com o seu analista ou terapeuta sobre incluir a atividade física na sua rotina”, alertou.

Para o especialista, a prática de exercícios deve ser incentivada não apenas por quem enfrenta problemas de saúde mental, mas por todas as pessoas.

“A vida pede movimento”, concluiu.

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