Descoberta na Bacia da Foz do Amazonas abre nova etapa de pesquisas sobre o potencial petrolífero da Margem Equatorial brasileira
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a identificação de petróleo no poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A confirmação foi apresentada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante uma coletiva em Oiapoque, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades.
O poço está localizado no bloco FZA-M-59, aproximadamente 175 quilômetros da costa amapaense, em uma área onde a profundidade da água chega a 2.886 metros. Durante a perfuração, análises de perfis elétricos e materiais retirados das rochas permitiram identificar a presença de hidrocarbonetos.
De acordo com a Petrobras, este é o primeiro registro de petróleo ou gás natural encontrado na costa do Amapá. A perfuração do poço ainda está em andamento e deve ser finalizada dentro de 15 a 20 dias.
A descoberta, no entanto, ainda não significa que a área esteja pronta para exploração comercial. Após o término da perfuração, a companhia terá que realizar estudos complementares para estabelecer os limites do reservatório, calcular a quantidade de petróleo existente e verificar as condições econômicas para uma eventual produção.
Segundo Magda Chambriard, novos trabalhos estão previstos na região. A Petrobras planeja perfurar outros três poços na área do Morpho e mais cinco em regiões próximas. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre as reservas e medir o potencial de produção da chamada Margem Equatorial.
A iniciativa integra o planejamento de expansão das atividades exploratórias da Petrobras. O Plano de Negócios 2026-2030 estabelece a previsão de 15 poços na Margem Equatorial, com recursos estimados em US$ 2,5 bilhões. A empresa afirma que as operações serão conduzidas com medidas voltadas à segurança e à preservação ambiental.
A ampliação das áreas de pesquisa também está relacionada à necessidade de garantir novas reservas para o país. Chambriard afirmou que a produção do pré-sal deve alcançar seu ponto máximo entre 2034 e 2035. Nesse cenário, a busca por novas áreas produtoras é considerada estratégica para manter o Brasil entre os principais países produtores de petróleo.