Medicamento de aplicação bimestral pode começar a ser ofertado ainda em 2026, caso receba aprovação dos órgãos responsáveis
O Ministério da Saúde deve dar um novo passo na estratégia de prevenção ao HIV ao encaminhar, na próxima semana, o pedido de incorporação da PrEP injetável ao Sistema Único de Saúde (SUS). Se o processo for aprovado, a expectativa do governo é iniciar a distribuição do medicamento ainda em 2026.
O imunizante preventivo utiliza o princípio ativo carbotegravir, administrado por meio de uma injeção a cada dois meses. A proposta é oferecer uma alternativa ao tratamento preventivo em comprimidos, facilitando o acompanhamento dos pacientes e aumentando a adesão à profilaxia.
Para viabilizar a oferta, o governo federal mantém negociações com a farmacêutica GSK. As tratativas envolvem a definição do preço do medicamento e da quantidade de doses que serão adquiridas para abastecer a rede pública de saúde.
Antes da escolha pelo carbotegravir, o Ministério da Saúde analisou a possibilidade de utilizar o lenacapavir, medicamento com efeito prolongado de até seis meses. No entanto, a alternativa foi descartada em razão do alto custo, considerado incompatível com a implementação em larga escala no SUS.
Hoje, a profilaxia pré-exposição já é disponibilizada gratuitamente pelo SUS na forma de comprimidos de uso diário, voltados para pessoas com maior risco de contrair o HIV. Especialistas avaliam que a versão injetável poderá ampliar o alcance da estratégia preventiva, principalmente entre usuários que enfrentam dificuldades para manter o tratamento diário, além de apresentar elevada eficácia na redução do risco de infecção.