Rajadas superiores a 100 km/h derrubaram árvores, interromperam transportes, afetaram aeroportos e deixaram cinco vítimas fatais no Sudeste.
A passagem de uma forte frente de ventos pelo Sudeste do país provocou um rastro de destruição nesta quarta-feira (30), resultando na morte de cinco pessoas e causando impactos significativos nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. As rajadas mais intensas ultrapassaram os 105 km/h na capital fluminense, comprometendo serviços públicos, transporte e o fornecimento de energia.
No Rio de Janeiro, a situação levou a Defesa Civil a intensificar o monitoramento e recomendar que a população evitasse áreas abertas e locais com risco de queda de árvores ou estruturas. O Centro de Operações do município elevou o nível de atenção da cidade para o Estágio 2, diante da possibilidade de continuidade das condições climáticas adversas.
As duas mortes registradas no estado ocorreram no bairro de Santa Teresa, na região central da capital, após o desabamento de um muro. Em Angra dos Reis, equipes do Corpo de Bombeiros mantiveram as buscas por uma pessoa desaparecida depois que uma embarcação afundou na região de Mambucaba. Durante o dia, foram contabilizadas 185 ocorrências relacionadas aos fortes ventos em todo o estado, a maioria concentrada na cidade do Rio.
Os reflexos também atingiram o sistema de transporte. A circulação dos trens foi retomada gradualmente ao longo da noite, enquanto as linhas 1, 2 e 4 do MetrôRio voltaram a operar após interrupções provocadas pelo mau tempo. Em alguns momentos, passageiros ficaram retidos dentro dos vagões devido à falta de energia.
O setor aéreo também sofreu impactos. O Aeroporto Santos Dumont interrompeu as operações por mais de duas horas após um apagão, ocasionando o desvio de nove voos e o cancelamento de sete partidas. No Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), cinco aeronaves precisaram ser redirecionadas em razão das condições climáticas.